Desde o retorno à "altes Haus" no final de 2005, três Festinhas por lá aconteceram...
A primeira foi em outubro de 2006.
Após uma volta de 40 dias, meia dúzia de fotos e 10 horas de filmagem (que nunca foram veiculadas) pela Europa, uma obra de "pinturinha de levante" estava em planejamento a fim de colocar habitável novamente aquele espaço que abrigou por 18 anos todas as confusões da puberdade dos irmãos nu-X.
Havia um problema técnico e político para a realização da pinturinha pois seria necessária a retirada de todos os móveis da casa e também dos atuais ocupantes..
Daí surgiu o feriado do dia das crianças que cairia numa quinta feira daquele ano.
A idéia era começar a pintura na quinta pela manhã e só terminar no domingo a noite. Desta forma, os ocupantes poderiam viajar enquanto a casa estava sendo levada pelos ares.
Começamos a dispensar os móveis da casa que não eram mais desejados e o restante, acondicionado em um dos quartos. Por incrível que pareça , "cabeu!"
Com aquele espaço todo disponível, recém separado de um enorme compromisso emocional, e ainda distante dos amigos cariocas em função da volta conturbada da Bahia, pensei: "vou dar uma Festinha aqui um dia antes da obra e chamar todos os amigos que há muito eu não encontro"
Pensado e feito. duas ou três semanas antes comecei a baixar musicas pelo emule e a enviar convites pelo orkut. No dia da festa, quarta-feira, dei um pulo no centro da cidade, comprei alguns metros de fio, velas, lâmpada de luz negra, cervejas, refrigerantes, cheguei em casa e montei várias caixas de som velhas formando uma "murinho" de som.
Estiquei os fios pelos tetos da casa até a cabine de som (quarto do depósito), onde estavam ligados dois mini system (aqueles da aiwa que depois de alguns meses o cd não funciona mais sabe?) em dois computadores, cheios de MP3 de todos os tipos de música que você pode imaginar. Um faria o som da sala e o outro, só eletrônico dentro do quarto do meio, iluminado apenas com a luz negra, fazendo dois ambientes sonoros.
Montei também um set com guitarra, baixo, microfone, Cahon epercussões leves, caso algum músico se empolgasse e quisesse tocar.
A gente guardava uma duzia de lâmpadas laranjas dos anos oitenta (não me pergunte como elas chegaram lá em casa) e eu espalhei alguns "abajures" e arandelas velhas pela casa dando o tom da cor da festinha. Espalhei umas velas pelo muro de arrimo e pronto. Foi só ligar pro cara do gelo e esperar a galera chegar.
O resultado não poderia ser melhor pra mim! eu tive um concorrente forte aquela noite, a festa do festival de cinema que bombava na estação da Leopoldina e levou vários amigos mais próximos para longe da Haus. Entretanto, amigos que eu não via há tempos apareceram.
Tenho que comentar: estava recheado da melhor safra de beldades do município.
A festinha começou tarde e quando deu aproximadamente três da matina, a cantoria começou. O som estava uma M. mas a animação contagiou e os músicos presentes ficaram tocando até a chegada dos pintores, às sete da manhã.
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